Igreja da Conceição de Zuleica Tapety


Devoção dos Homens Pardos a Virgem da Conceição


No apagar das luzes do século XVIII, eis que se oficializava o desejo de erguer na cidade de Oeiras, então capital da capitania do Piauí, uma ermida em devoção a Virgem Maria, que embora a tantas dedicações, coube a escolha a Imaculada Conceição, fervorosamente celebrada na Corte portuguesa como padroeira do Reino. Algo que não tardaria em também se fazer em terras piauiense sob o auspicio dos chamados “homens pardos”, denominação hibrida para denominar a mistura étnico-racial dos africanos com europeus em terras brasílicas.


Dessa maneira, em documento datado de 1798, pertencente ao arquivo Arquidiocesano de São Luís - MA, explicita o desejo de tais homens em construir o referido templo, mas para tanto, redigiram um abaixo assinado junto a Câmara Eclesiástica maranhense para que assim pudessem efetivar o desejo religioso. Assim, uma vez deferido o pedido inicio-se com beatitude a construção da ermida nas cercanias de Oeiras não muito distante do centro, tendo por nome Deserto.

Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Oeiras


A atitude daqueles senhores dava-no mais que um espaço de sociabilidade, mas acima de tudo, a construção de sua identidade socioreligiosa, legitimando a irmandade em invocação Nossa Senhora da Conceição, dita dos “Homens Pardos”, como uma instituição a ser respeitada pelo seu comprometimento junto a Igreja Católica de disseminar a palavra de Deus. Nesse sentido, mas do que a cor da pele se colocava em questão a capacidade de promover a fé cristã, uma vez que o catolicismo se apegava a essas associações de leigos com o intuito de barrar os avanços das idéias reformistas que naquela época já se transpunham aos limites do Velho Mundo.


A construção da igrejinha no limiar do século XIX, já se achava por demais elevada, como assim consta em planta do ano de 1809, período que se tem noticia das primeiras celebrações naquele lugar. Seguindo a tradição colonial fora construída de frente para o poente como assim ditava a tradição, algo que se fazia em meio a símbolos e simbologias do catolicismo secular, mas a bem da verdade, segundo o historiador Dagoberto Júnior: “as igrejas de irmandades começavam pela capela-mor que, prestando-se de culto de um número ainda reduzido de irmãos, inspirava as campanhas da construção das obras.” De fato isso se comprova em detrimento a construção da mesma estender-se até ao século XX quando por significantes mudanças arquitetônicas.

Imagem de Nossa senhora da Conceição


Por coincidência ou não, a escolha pela devoção a Nossa Senhora da Conceição, rememora a devoção que também eram feita no Reino, todavia, devoção que não foi muito difundido quando a citada corte veio hospedar-se no Brasil, algo contemporaneamente ao início do culto a Virgem Imaculada Conceição em Oeiras. Em contra partida a Frei Galvão, primeiro santo brasileiro tinha singular dedicação ao culto a Senhora da Conceição.


Assim, num misto de história e religiosidade, Oeiras jubilosa celebra os duzentos anos da edificação primitiva da igreja de Nossa Senhora da Conceição, Imaculada pela vaticanidade da Bula Inefabillis, Virgem pela graça de Deus e dos “homens pardos” pela devoção mariana que atravessa os anos.


junior vianna

José Expedito Rego


O eu lírico de José expedito Rego


Descortinar a poesia lírica de um poeta é por demais pretensioso, mas sem dúvida é muito prazeroso quando ousamos ser arqueólogos das palavras que em trocadilhos nos remete as armadilhas do “achismo”, todavia nos revela a face oculta do poeta, que sapiente usa o seu oficio para redigir na imortal escrita aquilo que ele acredita ser, assim o leitor passa a se identificar e ate mesmo usurpar tais descrições em citações, uma vez que os homens são paradoxais, na complexidade de serem singularmente plurais.


Diante a esse oficio literário, vários poetas dos mais variados períodos históricos se dispuseram em escrever sobre si, imortalizando os seus desejos, amores e a sua fisionomia física. Muitas vezes ao ser feito a leitura de tais poemas é possível imprimir na memória a fotografia descrita na poesia, um recurso valioso para que em subjetividade cada leitor possa criar e recriar a face oculta do poeta em questão. Foi assim tomado pela inquietação que comecei a traçar pretensiosamente uma releitura simplória do poema “O Que Sou Eu” do oeirense José Expedito Rego, um homem que fez das palavras um elo entre a o seu “Eu” e o universo da leitura. Mesmo se destacando na produção textual como romances e crônicas, a poesia é outra vertente bastante contemplativa do escritor, pois no dizer de Aristóteles “a poesia é mais fina e mais filosófica do que a história; porque a poesia expressa o universo, e a história somente o detalhe." E é nesse sentido que o poema “O Que Sou Eu” transparece o eu – lírico expeditiniano.


Fisicamente sou feio,

Tristonho rosto sisudo,

O que é talvez um escudo

Do meu espírito cheio

De ansiedade e receio


Contra o mundo e contra tudo

Que me faz transido e mudo,

Da vida parado em meio.


Falta-me fé e esperança,

A dúvida me atormenta,

Minha mente não alcança


- A pesar de estar atenta-

Saber que sou eu... balança

Meu ser em grande tormenta


Esse poema foi escrito na cidade de Floriano em 1994, quando o poeta tinha 66 anos de idade, José Expedito Rego, explícita a sua fisionomia estética e a cima de tudo transparece que o eu - lírico é um recurso que possibilita a infinidade criativa dos sentimentos poéticos. Não limitou as palavras em apenas um corpo, uma mente, um coração, pois, conseguiu pluralizar os sentidos e asseverou o seu verdadeiro eu, pois o poeta transmite nas entre linhas do seu escrito uma inquietação com o universo em que vive, todavia já dizia Fernando Pessoa que o poeta é um fingidor, mas quando se trata de José Expedito tem-se a certeza que muito do que é exposto no seu texto são de fato verdades, pois as suas inquietações eram possíveis de ser vista pela sua postura tímida e recatada.


A produção literária muitas vezes é considerada a verdadeira expressão de sua individualidade, escondida e corrompida pela sua vida intimista e cheia de mistérios. Nesse poema, procurou determinar qual foi o impacto da sua vida na formação do eu - lírico de sua poesia. Para explicar a si mesmo, foi necessário pensar em um eu - titânico, que ultrapassasse o eu do poeta e que fosse capaz de, com sua clarividência excepcional, conhecer o universo e expressar o real sem as limitações da perspectiva humana comum, visto que estava inserido numa sociedade cheia de preceitos e de uma família heráldica abduzida de normas sociais.


Contudo, o poema “O Que Sou Eu” revela um José Expedito dividido entre a cientificidade e os mistérios da fé, algo que o atormentou por quase toda a sua vida, talvez um dos motivos pela sua fisionomia tristonha. Porém, no Natal de 1999, em suplicas a Onipotência de Deus converteu-se a religião cristã num ato de humildade e atestando o quanto os homens precisam de um ser superior para se sentirem afagados nos momentos de tristeza e solidão.


junior vianna

O Grito de Edvard Munch

A história não se cala


Minha paixão pela história não surgiu de uma hora para outra, é algo que vem desde menino, algo que me inquieta e me deixa cada vez apaixonado. A minha ligação afetiva com a história me fez ser reconhecido e respeitado pelos meus colegas, amigo e principalmente pelos meus alunos. Das muitas histórias, sem dúvida a da minha aldeia, Oeiras, é a que mais me fascina, nem eu mesmo sem dizer o porquê de tanto amor, é tanto bem-querer por essa terra, que às vezes penso que estou enfeitiçado ou sofro de um mal que todos nós oeirenses compadecemos, ufanismo, pois nada mais justo a nós humanos do que amor a terra que nascemos!


A história é sem dúvida uma faca de dois gumes e um perigo para quem não sabe interpretá-la ou simplesmente quem compadece de pouca leitura, foi assim que esse final de semana fui surpreendido com uma história meio bestializante, isso se deve há algum tempo atrás por inquietação minha escrever um texto a respeita da imagem primitiva de Nossa senhora da Vitória, algo que muitos desconhecia, claro! O texto ganhou uma repercussão que nem eu mesmo imaginei. Desta feita, me fez lembrar Carlos Drummond de Andrade, quando afirma no poema “Historiador”: “Veio para contar /o que não faz jus a ser glorificado /e se deposita, grânulo,/ no poço vazio da memória./ É importuno,/ sabe-se importuno e insiste,/ rancoroso, fiel.” Assim na história não é costumeiro e nem sugestivo devotar amor demasiado aos amigos e ódio aos inimigos.


Nesse sentido após a leitura de muitas pessoas, fiquei sabendo que certo alguém subestimou a minha capacidade de ter escrito o tal texto, pobre homem! No dizer que Fernando Pessoa: “Se a nossa vida é provisória, que seja linda nossa história, pois o valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis." Pois é, sou bem mais que pensas meu senhor, sou bem mais... Pois na essência humana somos inexplicáveis e incomparáveis.


Contudo, nessa história meu senhor, não existe medo, existem verdades, pois a verdade deve ser dita, interpretada, pois no dizer de Mario de Andrade; “O passado é lição pra se meditar e não para ser reproduzido”, e digo mais, para ser concertado enquanto é tempo! Pois não devemos fazer vista grosso para certas coisas. Quero finalizar esse escrito com uma frase de Khaled Hosseini autor do livro “O Caçador de Pipas”; “... descobri que não é verdade o que dizem a respeito do passado, essa história de que podemos enterrá-lo. Porque, de um jeito ou de outro, ele sempre consegue escapar.” E veja só meu senhor! Ela está ai e se depender de mim e de muita gente essa história não vai ficar calada.


junior vianna


A poesia citadina


Há um vilarejo ali
Onde Areja um vento bom
Na varanda, quem descansa
Vê o horizonte deitar no chão

(Marisa Monte)


A poesia para mim é nada mais que a comovente forma de dizer algo de maneira bem elaborada, por sua vez, arquitetada em metáforas, antíteses e tantas outras figuras estilísticas, assim se estrutura em estrofes, sejam elas clássicas ou simplórias, porém carregadas de significas e sentimentos.


Desta feita, porque não dizer, com a licença poética da língua portuguesa, que Oeiras é uma poesia? Sem pecar pelas pretensões, uma poesia por sua vez arquitetada aos moldes portugueses, assim, plasmaram-se na sertaneja cidade, as ruas delgadas, becos, casarios, janelas, rotulas, praças e igrejas, dessa forma cada um em sua singularidade são versos coloniais que a cada encontro de ruas formam quadras poéticas, por que não dizer estrofes?


Assim a poesia flui, pode ser para algumas nostálgicas e românticas no bom gosto dagobertiniano, já para outros pode ser parnasiana ou ate mesmo simbolista ou simplesmente experimental, não é memo Stefano Ferreira?A cidade é poética e fala por si só, nas nuanças que nos faz perceber nitidamente a poesia que paira na atmosfera do lugar. A poesia se faz nas ruas... Rua do Fogo... ”fogo que arde sem se ver”, mais do que o conhecido verso de Camões, em Oeiras a poética definição rememora a queima do boi de palha, manifestação cultural nossa, apagado pelo tempo.


A poesia se faz ainda entanto outros lugares, como na rua das flores, das portas verdes... E janelas também, janelas de rotulas e ventarolas, molduradas ou de formatos ogivais como na casa que um dia pertenceu o clã do escritor O. G. Rego. A poesia se mistifica na praça da matriz, num bom gosto espanhol, já que a mesma remete-se a estrutura das coloniais praças das armas espanholas, isso faz lembra-se da antiga Casa das Armas que ficava na parte sul da citada praça, mas a bem da verdade, isso é outra história.


Dessa maneira, a poesia inunda a cidade e contagia os citadinos, se fazendo uma poesia densa, às vezes gótica, na maioria das vezes barroca e sem anacronismo, uma poesia no bom gosto trovadoresco, pois ainda resiste às velhas relações de trocas de favores. Assim não há quem não diga que Oeiras é uma poesia!


junior vianna

É proibido cochilar!


Há algum tempo atrás enviei um email ao professor e atual gestor da Fundação Monsenhor Chaves, Cineas Santos, para que ele pudesse visitar o meu blog. Em brevidade de tempo recebi sua resposta, onde de maneira instigante me sugeria que escrevesse algo a respeito da imagem primitiva de Nossa Senhora da Vitória, visto que a mesma é um patrimônio da cidade e se encontra em domínio particular. Por se tratar de um assunto delicado para ser abordado preferir dar tempo.


Tempos depois por intermédio de Carlos Rubens conheci Dr. Marcos Paulo (Coordenador da Promotoria Estadual de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico de Minas Gerais), onde abordei para ele o impasse que envolve a imagem primitiva, assim após suas sugestões enquanto promotor senti-me a vontade para redigir algo a respeito, chegando a escrever um artigo intitulado de ”Nossa Senhora da Vitória do Sertão do Piauí”, a principio publicado no meu blog Mosaico da Vila e posteriormente nos sites: Mural da Vila no FNT (Fundação Nogueira Tapety) e no Jornal Meio Norte com o titulo: “Nossa Senhora da Vitória de Oeiras”.


De imediato repercutiu, e muitas foram às manifestações, entre elas a do professor Cineas: “(...) Até que enfim ouço algo que soa como música aos meus ouvidos. Essa imagem pertence ao povo de Oeiras, não importa quem a tenha comprado e em que condições. Levante essa bandeira, mobilize o povo da cidade e conte com o meu modesto apoio. Num gesto de grandeza, a família do Leopoldo bem que poderia devolvê-la a Oeiras, com festa, brilho e tudo mais. Seria algo extraordinário. (...)”. Nos bastidores soube que se articulava de forma bem diplomática uma negociação com a viúva do professor Leopoldo Portela, mas aos poucos o silêncio se fez e nada mais se comentou.


Após esse tempo de espera, recebi um email do Joca Oeiras onde abordava o possível retorno de um livro de batismo que consta o nome do Alferes Tiradentes da cidade mineira de São João Del Rei, uma conquista graças à intervenção judicial. No email Joca foi pertinente em me perguntar sobre a imagem primitiva, no dizer dele o quê fazer? Sem delongas respondo aqui, é preciso agir, mas sozinho não é possível, é necessário que essa causa seja difundida já que a peça é patrimônio de todos os oeirenses.


Façamos a revolução... Pois é proibido cochilar!

junior vianna


Um homem sem valor determinado


Validuaté... Na verdade não tem data nem lugar determina para a genialidade e o talento de um grupo de jovens que resolveram fazer musica e por sinal deu certo. Musicas que literalmente valsam por vários estilos e ritmos. Assim, não pude deixar de ter dois dedos de prosa com professor de inglês e aspirante a publicitário, José Quaresma Campos Filho (26anos), natural da cidade de União – PI, mais conhecido como Quaresma, o vocalista dessa trupe que é composta por: Thiago: cavaquinho, pandeiro e também compositor da banda, Vazin: guitarrista solo, Júnior Caixão: guitarrista, John Well: Baterista e baixista (estando no momento estudando uma temporada em Sampa) e Wagner Costa. Sem mais delongas eis ai o nosso bate papo:

Mosaico da vila: A bem da verdade, cultura é algo caro para os padrões de nossa sociedade, sendo assim como é fazer música no Piauí?

Quaresma: Uma luta de longa data e que parece que não está longe de acabar. Na verdade não acaba nunca mesmo, mas há esperanças de que as coisas melhorem. O bom é que essa esperança está cada vez mais forte nesses últimos anos. Poucas pessoas conseguem viver de música por aqui. Em geral elas atuam em funções mais formais: professores de música tocam em bandas de baile, etc... Para músicos de trabalho próprio as dificuldades aumentam. Até conseguir a simpatia do público leva certo tempo. É preciso ter muito empenho e persistência. Além de muita organização. A validuaté tem se esforçado bastante para trabalhar bem e obter bons resultados. Graças a Deus temos conseguido muitas coisas nesses cinco anos de existência.

Mosaico da Vila: Validuaté é um nome bem sugestivo, de onde vem esse nome?

Quaresma: Vem da simples expressão de validade que há em produtos que compramos pelos supermercados. Válido até. Gostamos da sonoridade e das possibilidades de polissemia que o nome, pelo menos quando pronunciado, oferecia. Não se sabe se é um lugar, o Vale do Até, ou um tempo que é Válido até. Virou nome próprio e tem agradado bastante.

Mosaico da Vila: O estilo alternativo e o som descolado da Validuaté recebe influência de que artistas?

Quaresma: Dos mais variados artistas da música brasileira, principalmente, e também da música do mundo. Cada músico trouxe influências diferentes para o grupo. De Heavy Metal a Música Clássica, do Samba ao Reggae, do Baião ou Funk, do Brega ao Maracatu. Ouvimos o que muitas pessoas ouvem e disso tudo, somado com nossas próprias experiências de vida, fazemos nossa síntese e daí nasce a música da Validuaté.

Mosaico da Vila: Cantar... Viver, hoje todos os integrantes da banda vive somente de musica?

Quaresma: Nenhum de nós vive somente de música. O que anda mais perto disso é o baterista John Well que dá aulas de música em escolas. Todos fazem alguma atividade paralela. Só o tempo, e depois de muitos trabalhos, saberemos o que é viver de música.

Mosaico da Vila: “A Lenda do Peixe Francês” é uma das melhores composições da banda. Que história ha por trás dessa musica?

Quaresma: O Thiago, que hoje responde por mais da metade do repertório da banda, poderia explicar melhor. O que posso dizer é que esta é uma estória de fantasia que surgiu como texto, e só algum tempo depois é que virou música. Foi uma dura missão transformar uma bela história em uma canção que a valesse. Hoje posso dizer que conseguimos, pela resposta do público nos shows e por onde passamos. Minha predileta!

Mosaico da vila: Dizem que o Piauí é um estado sem identidade musical, você acredita que a banda Validuaté pode mudar esse discurso?

Quaresma: Acho que não será só a Validuaté. Não sei nem se a música que fazemos tão variada representa a identidade musical do Estado. Não temos essa pretensão. Não fazemos uma pesquisa para encontrar de fato uma identidade musical. Simplesmente fazemos uma música que traz nossa vivência. Se ela for parte de nossa identidade, ótimo. Então várias outras bandas também representam nossa identidade musical.O que é melhor ainda.


Quaresma em dez palavras

Quaresma

Mosaico da vila: musica

Quaresma: A lenda do Peixe Francês


Mosaico da vila: amores

Quaresma: não há nada melhor que tê-los perto de si


Mosaico da vila: amigos

Quaresma: acredito que tenho muitos.


Mosaico da vila: composição

Quaresma: um trabalho que na maior parte das vezes pede mais transpiração.


Mosaico da vila: família

Quaresma: Suporte pra tudo o que consegui na vida. Devo minha vida a eles.


Mosaico da vila: sexo

Quaresma: Necessidade... Vontade... Desejo. (risos!)


Mosaico da vila:cultura

Quaresma:Aquilo que um povo tem de maior riqueza!


Mosaico da vila: paixão

Quaresma:Música


Mosaico da vila: Oeiras

Quaresma:Uma ótima viagem que fizemos. lindo lugar:


Mosaico da vila :Espelho

Quaresma: Gosto bastante deles. Ajudam a ver como o tempo passa e como a verdade aparece em nossos olhos.


junior vianna

esfinge


Quem sou eu?


Quem sou eu?

O retrato na parede salitrada

O fuxico da lavadeira

O poema comum

O sexo sem amor

O homem físico.


Quem sou eu?

A mulher intimista

A parte rejeitada

A fagulha de luz

A metade de um homem

A coisa penetrada.


Quem sou eu?

Duas partes em uma

O duelo

O big Bem

O bem e o mal

A valsa.


Sou quem os deuses

Fizeram para ser

A contradição

O diferente

A indefinição.


Junior Vianna


Esse poema escrevi quando ainda morava em Teresina, como o mês de setembro é o mês do meu aniversario resolvi posta-lo.